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domingo, 19 de setembro de 2010

MEU LIMÃO, MEU LIMOEIRO

Alguém já cuidou de um pé de laranja-lima? Ou ainda, vocês já viram um pé dessa fruta? Segundo informações colhidas na internet, laranja-lima é a variedade menos ácida da laranja, “sendo, por isso, muito recomendada para bebês. Tem casca fina de cor amarelo-clara, sabor suave e doce e polpa muito suculenta. É ótima para ser comida em gomos, mas não se presta a outros preparos culinários.”

Antes da net, as únicas referências que eu tinha do assunto eram o livro do José Mauro de Vasconcelos, que li no século passado, e uma duas ou três frutas legítimas, colhidas em uma fazenda de amigos, na infância.

Nem laranja, nem limão, me lembro de um gosto assim meio ph 7 (ou seja, neutro, sabor coisa alguma). Acho que nem bebês gostam disso.

Mas, de todo modo, cuidar de plantas frutíferas é atividade que exige água, alguma habilidade para matar pulgões e direcionar o crescimento!

Onde moro ainda temos muito cerrado, cobertura original da região. Quando me mudei, há uma década, havia uma área institucional bacana em frente à minha casa. Plantei mangueira e pé de tamarindo, árvores de porte e de respeito, mas de crescimento lento, gradual e seguro.

Ano passado a duplicação da rua me custou os dois pés de frutas, colhidos por uma escavadeira. Ao final, hoje temos um retorno asfaltado onde antes havia a promessa de frutas em abundância.

No canteiro central que foi feito como resultado da duplicação, por teimosia plantei uma goiabeira, daquelas que produzem goiabonas brancas, na esperança de vê-la oferecer graciosamente seus frutos do cerrado.

Árvore forte do cerrado a goiabeira, dessas que cresce sem ninguém vigiar, pensei eu. Mas o canteiro central da rua está tão cheio de pedras e entulhos que a goiabeira estacionou. Tornou-se uma moita de um metro de altura e não cresce mais. E ainda agora, sem chuva, foi invadida por um exército de pulgões que cravaram seus dentes na jugular.

Enquanto isso, a Agência Envolverde noticia: caiu o número de famintos no mundo. Se em 2009 eles somavam 1 bilhão e vinte milhões de pessoas, dados preliminares para este ano indicam que teremos este ano “só” 928 milhões de pessoas passando fome no mundo.

E se você imagina que isso se deve à implantação de políticas de combate à fome por parte de governos ou empresas, está enganado. Trata-se praticamente do resultado de colheitas melhores, em relação a anos anteriores, indicando assim uma boa dose de sorte dos esfomeados mundiais.

De fato, eu posso até entender que o pogréssio, como diria Adoniran Barbosa, derrube tamarindeiro e mangueira plantados em frente a minha casa. Mas em um mundo hoje habitado por cerca de 7 bilhões de seres humanos, é impensável que um bilhão de vidas humanas sequer consigam sobreviver um dia após o outro por falta de comida.

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