Weber Abrahão Júnior*
Nos anos 1970, a DC Comics publicava um personagem de quadrinhos chamado Swamp Thing (no Brasil, Monstro do Pântano). Ele era o resultado de uma explosão criminosa em um laboratório de pesquisas em regeneração bioquímica, isolado nos pântanos da Louisiania e comandado pelo Dr. Alec Holland.
Uma criação fantástica, no mais amplo sentido da palavra, anunciava há quase quarenta anos, uma preocupação ambientalista, denunciando desastres ecológicos pelo mundo. Nos anos oitenta, reformulado por Allan Moore, roteirista de Watchmen, tornou-se um elemental, um ser primordial da natureza, guardião do equilíbrio da flora em escala mundial.
Capaz de controlar em nível molecular as reações de toda a biodiversidade vegetal, transferia sua consciência para qualquer lugar onde existisse uma única célula vegetal, literalmente “brotando” em sua forma humanóide em qualquer lugar.
Imagino o que poderia ser feito com uma figura dessas nos tempos de hoje, principalmente no campo da medicina. Porém, vejo uma finalidade mais imediata e prática: regular o ciclo das águas para acabar com essa estiagem que leva à falta de umidificadores nos estoques das lojas de varejo!
Mas segundo dados estatísticos, esse nem é o período mais crítico registrado nos últimos anos em relação à falta de chuvas nesta época do ano. Pior foi em 2007, quando a seca prolongou-se por mais tempo, levando a quase o dobro de focos de incêndio no mês de agosto em relação a este ano.
Ao observarmos que nos últimos noventa dias não choveu em nossa região, gostaríamos da presença de um elemental da água, para regular o ciclo das chuvas e amenizar o calor intenso que experimentamos nesta passagem desse quente inverno para a primavera.
Seu lixo fede?
Segundo o ambientalista Jacques Saldanha, o lixo não existe. O que sobra, não serve ou é excretado por uma determinada espécie, torna-se, em algum momento e de alguma forma, em nutriente de outra espécie.
O conceito de lixo que encontramos nos dicionários, como inutilidades descartáveis, decorre de uma concepção eurocêntrica da obsolescência programada: tudo o que se produz tem data de validade pré-definida.
É preciso fazer a roda do consumo girar em uma espiral paranóica e ascendente, rumo ao paraíso infinito da destruição programada!
Com a recente aprovação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, poderemos mudar esse paradigma: a norma esclarece as distinções entre resíduo e rejeito, reunindo conceitos, princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos.
Além disso, a lei toca na parte mais sensível da anatomia humana, quando se trata de educação para a cidadania: o bolso! Ou seja, responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis, determinando punições pecuniárias aos infratores!
E, sob aquela ótica da sustentabilidade indicada em nosso artigo anterior, estabelece que a responsabilidade pela geração e pela destinação do lixo é de toda a sociedade. Então, que tal chamar a vizinhança para um mutirão no próximo final de semana, para recolher aquele entulho no terreno baldio perto de casa?
*Fã de quadrinhos e candidato ao mutirão de recolhimento de lixo no próximo final de semana!

Quando criança sempre era motivada pelo núcleo ambiental da minha escola que eu participava (e ajudei a criar) a aproveitar quase tudo que vai pra 'sacolinha preta' e que a gente coloca pro 'tiozinho do caminhão' pegar. Com isso cresci criando utilidade pra tudo, revistas velhas que faço papéis de parede para o meu quarto, garrafas pet que lavo e reutilizo para carregar água, ou fazer vasinhos de planta, garrafas de vidro que com um pouco de água, corante, uma colheradinha de água sanitária e uma tampa bem velada pode ser transformada em um enfeite 'futurista' [hahahaha]. E por aí vai.
ResponderExcluirAí me perguntam: Mas e o lixo orgânico, o que faz com ele?
Simples: ADUBO.
tenho mania de fazer lixo virar algo proveitoso na minha mão.
Isso diminui gastos(redução de compras superficiais), ajuda o ambiente, e diverte(pois sempre tenho algo a criar na ociosidade).
Bem legal sua publicação, gostei bastante.